
Você, você e você! Podem dormir com a certeza de que nenhuma das três - nenhuma! - jamais superou mamãe!
Escrito por Sr. Torremolinos às 16h36
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Esclarecimento (para santaputa.blogspot.com)
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer pela presença e interesse desta digníssima dama em minha humilde morada, brindando-me ainda com um comentário, onde traz algumas dúvidas honestas e pertinentes. Após exaustivo trabalho de pesquisa, sinto-me agora apto a comentar os mistérios que envolvem a pimenta-do-reino, branca e preta, e fornecer outras informações que, julguei, possam interessar ao passante.
A pimenta-do-reino é fruto de uma árvore cujo nome científico é Piper Nigrum. Inicialmente verde, como convém aos frutos jovens, as pimentinhas pendentes avermelham-se com o passar do tempo, chegando finalmente à cor negra que indica o momento oportuno para sua colheita. Depois de secos, os frutinhos transformam-se nos grãos de pimenta que chegam às ávidas mãos de seus consumidores no comércio varejista (Dizem inclusive que Joseph Stalker, minto! Margareth Mead, era grande apreciadora dos grãos, os quais introduzia...desculpe-me, divago.) Estes grãos são o que chamamos de pimenta-do-reino preta. A pimenta-do-reino branca é obtida através da remoção da casca escura, revelando um interior claro e menos hostil ao olfato.

Com relação ao sabor, a informação de que a variedade branca desta pimenta mantém relações mais amigáveis com peixes e carnes brancas de sabor delicado, apesar de sustentada por alguns conoisseurs, é refutada pelos maiores mestres da arte culinária, que fazem 'humpf' quando ouvem tal comentário. Em verdade, ambas podem usadas em qualquer prato salgado, mas sutilezas existem. Quando o intuito ultrapassa o tempero e chega à decoração do prato – não menos importante na apreciação – a pimenta-do-reino preta deve ser utilizada quando se quiser destacar, a branca quando o desejo for o de esconder sem sacrifício do sabor. Como informação adicional, posso ainda lhe contar ao pé do ouvido que as substâncias que conferem sabor às pimentas em geral são a capsaicina e a piperina, sendo a primeira a presente em nossa querida pimenta-do-reino. Estas substâncias, além de seu inegável valor culinário, possuem propriedades medicinais que vão desde o alívio da enxaqueca – para pessoas que sofrem desta moléstia o consumo freqüente se faz quase que obrigatório – até o auxílio na digestão e diminuição de dores menores.
Cordialmente, Petronas.
Escrito por Sr. Torremolinos às 16h21
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