E naquele tempo, disse Jesus aos homens que pararam para vê-lo jogar basquete: Erguei as mão aos céus, dai uma sambadinha e agradecei ao Pai pelos problemas financeiros, pois serão teu bálsamo nos dias de dor e calor!
Você, meu caro amigo letrado e tolinho, sabe que fica difícil passar a perna na mente sempre, e se dispõe de bom grado a ouvir com calma teus problemas "reais", achando que essa honestidade há de ajudá-lo, de alguma misteriosa maneira. É claro, e você sabe por experiência própria (menos você, Luciano Huck), que essa honestidade barata é mentira de psicólogo. Na medida do possível, devemos valer-nos de tanta negação e repressão de que pudermos dispôr. Isso, sim, ajuda. Mas aí vai uma dica: problemas financeiros. Caso não os tenha, trate de arranjá-los. É fácil e te aumenta os bens.
O problema financeiro ocupa a mente de tal maneira que fica impossível sentir, atividade que, como é sabido, gera apenas dor. Quando você passa três dias pensando no aluguel que tem de pagar, sob ameaça de despejo, não sobra espaço pra memória, autocrítica ou frescura barata que o valha. Quando se tem dinheiro, pode-se pensar nas Grandes Questões da Existência. Saia dessa, faça dívidas. As GQE não tem solução. É ruim desse jeito e vai continuar assim, e vai doer.